O caçador
Cynthia Guimarães Taveira
“Formosas são algumas e outras feias,
Segundo a qualidade for das chagas,
Que o veneno espalhado pelas veias
Curam-nos às vezes ásperas triagas.
Alguns ficam ligados em cadeias
Por palavras subtis de sábios magos.
Isto acontece às vezes quando as setas
Acertam de levar ervas secretas”
(Canto IX, 32 e 33)
Camões
Parecia ter desaparecido nas brumas da modernidade e ei-lo o Homem Novo, primitivo, perto da origem, pronto e pleno.
“Não há aqui qualquer pretensão de originalidade, a não ser que por origem se entenda aquela fonte onde todos bebemos, aquela ideia sem a qual nem sequer podíamos saber que há pensamento.”[i]
Imaginemos o cenário em que o encontramos. O cenário, não é cenário, mas todo o real.
“Mas o que é o desconhecido?
É logo de início o próprio mundo sensível e daí o enigma primogénio da sensação. Eis o que habita em nós. Não há pontos firmes e toda a dificuldade está em movermo-nos onde não há lugar.”[ii]
E esse real é uma floresta. Uma floresta misteriosa.
“Só há mistério enquanto se vê.”[iii]
Esse homem primitivo caça.
“Aristóteles comparou a filosofia à caça e, com efeito, a ave que se solta livre no espaço está para os olhos do atirador como a ideia está para o pensamento do filósofo que a transmutará em conceito.”[iv]
Podemos ouvir as folhas a serem pisadas enquanto passa e a fortaleza dos seus músculos batendo na terra em resposta ao seu pulsar.
“As touradas, meu caro amigo, foram feitas não para dominar os touros, porque então seria melhor e mais fácil matá-los a tiro, mas calcule você!, para dominar os tremores de terra.”[v]
Homem-touro dos inícios. Mas não despertou ainda, esse Homem Novo, primevo.
“Lembrar-se é o mesmo que despertar.”[vi]
Os seus gestos foram ensinados pelo seu pai e pelos seus tios. Disseram-lhe os movimentos da caça, passo a passo, mas não lhe foi transmitido como saltar do sono para o dia. Não sonha ainda como despertar.
Está só, esse Homem, na floresta. Não sabemos porquê mas, hoje, o seu coração bate mais depressa como se, pela primeira vez, receasse a presa. Ele ainda não sabe que a floresta é mágica e que receia apenas despertar. Pressente que desta vez vai ser diferente, e ouve um aviso dos pássaros.
“Se, no profundo e extenso, total silêncio nocturno ouvirmos (…) o grito prolongado de certos pássaros nocturnos sentiremos, (talvez em pânico), como eles exprimem e tornam exteriores a nós certas potências ocultas essenciais da nossa alma (…)”[vii]
Anoitece por entre a copa das árvores. A floresta não é um palco onde repousam seres vivos. Hoje está toda ela viva.
“Todavia vê e nesse ver todas as coisas e seres da natureza sentem e conhecem.”[viii]
As árvores revelam ser homens de longos braços e longas barbas como aqueles das reuniões de anciãos em volta da fogueira. Subitamente, sente-se cercado por seres que nunca viu e parecem mexer-se sem que seja o vento a sua causa. Teme pela própria vida, teme pelo seu próprio juízo.
“O autêntico conhecimento iniciático começa no limite em que se dissolve a vulgar percepção da realidade.”[ix]
A floresta ganhou vontade e ganhou voz. Prepara-se para o ensino do neófito.
“Este género de ensino será aquele onde ninguém possa nunca considerar-se sábio; é um ensino que se aprende aprendendo, um ensino especial, não dado de uma vez por todas e para sempre, uma mistériosofia.”[x]
Uma lição que lhe irá mudar a vida. A vida interior.
”É o emergir de um novo sentido: «Vista clara e pura».”[xi]
Será sempre um caçador, por isso vive na floresta. Mas será um caçador mágico porque a floresta também é mágica.
“Esse «mundo», visitado também por Camões, o «mundus imaginalis», não é fantasia ou mentira nascida na mente, mas um mundo tão real como o sensível, intermediário dele para com o mundo inteligível.”[xii]
Os velhos-árvores fazem-no morrer e despertar e ensinam-lhe que os gestos, por pequenos que sejam, deverão ser actos conscientes. Que, quando pensa e sente, o fará com todo o corpo e que todo o corpo estará na sua consciência.
“Empregamos a palavra «alma» sem a distinguir muito da palavra «corpo»: a distinção é fantasiosa enquanto não se dá aquela formação. A alma é corpo vivente e esse é o mistério da singularidade. Quando dizemos que a alma anima o corpo é como se levantássemos um cadáver e esquecemos que toda esta massa em que nos sentimos ser foi, no início da vida, apenas um germe e que cresceu e se avolumou até tornar-se nesta forma em que cada gesto, cada movimento, cada traço é um significado.”[xiii]
Acabara-se a hora da inocência. A iniciação ritual que recebera na puberdade só agora se tornara efectiva. Actualizara a sua condição humana e estava agora em sintonia com as estrelas. Só agora entendia o sentido da caça.
“«Nós queríamos»”, disse ele, que a nossa experiência fosse a do Universo».”[xiv]
Olhou em redor e tudo lhe apareceu com a sua verdadeira face. As máscaras eram pessoas e as pessoas eram máscaras.
“O homem, esse caos confuso de elementos grosseiros e subtis, encerra em si, dele quase sempre ignorada, uma parcela divina de luz (…)”[xv]
As visões súbitas apareciam-lhe agora com um brilho intenso:
“(…) o mistério das imagens fosfóricas que me apareciam vindas não sei donde, quando, de olhos fechados, procurava dormir. Elas surgiam inesperadamente, sem que fizesse deliberadamente nada para isso. Cada uma delas durava apenas alguns instantes, mas logo vinha outra, tão inesperada como a anterior. Eram paisagens que eu nunca vira, rostos que nunca encontrara, cidades desconhecidas. Acendiam-se e apagavam-se para se acenderem de novo. Algumas fosforesciam tão intensamente que atingiam o esplendor.”[xvi]
A imensa multidão de seres sucedia-se num cortejo animado pela imaginação criadora.
Ganhara um nome: António Telmo. Teria dois “t” no nome. O “t” é a tradução das encruzilhadas, das intersecções dos mundos transversais. Dois “t”, encruzilhando na terra e no céu, espelhando-se.
“Eu explico António por anthos noû, a flor do intelecto, que é como quem diz a sua ponta suprema que atrai a influência do céu. E em Telmo poderia ver uma forma da palavra Hermes (é a explicação dos linguístas), mas por agora prefiro ver nele a palavra grega Thélêmos, que significa vontade, desejo, aspiração.”[xvii]
Mas tarde, teria outro nome, Tomé Natanael, um nome mais antigo, mais velho, estranhamente formado a partir dos alicerces do primeiro, perto dos homens-árvore despertadores. Os homens verdadeiros, por vezes, têm vários nomes ao longo da vida. Ser outro para que se seja o mesmo… primitivo e pronto a ser outro. A partir daí seria um filósofo-caçador.
“A filosofia autêntica começa quando se rompe essa linha de pensar e a razão transfigurada assume a energia de não dizer «verdade» sem «ser» e «ser» sem «verdade», de morte em morte e de estádio em estádio mais e mais alto de conhecimento.”[xviii]
As hastes dos veados mágicos que caçava eram apenas um reflexo do Espírito que procurava e o Espírito procurava-o a ele. A caça era dos dois lados.
“Compreende-se assim que (…) a forma feminina de luz, antes contemplada, venha agora insculpir-se «dentro da alma», porque ela e o duplo subtil são finalmente, um só.”[xix]
Uma caça muito a sério. No Ocidente e, se Deus quisesse (agora parecia que O sentia mais próximo), sem ilusões. Ou com elas mas fazendo-as desaparecer com apenas um pensamento e um bater de coração. O “t” das encruzilhadas assim o pedia.
“Vinham-me à lembrança as palavras que Álvaro Ribeiro me dissera particularmente dois ou três meses antes:
-- As realizações no mundo intermediário estão envolvidas em múltiplos enganos. Eu não digo que as pessoas que nos põem em contacto com esse mundo não sejam bem intencionadas. Ou porque não pode ou porque não quer (fez um gesto vago), Deus é como que alheio ao que ali se passa. Só o filósofo é capaz de intuir a verdadeira ideia de Deus.”[xx]
Mística sem pensamento era imagem sem profundidade, não totalmente real, por isso. Filosofia sem Deus era inútil e impraticável.
“Se os conceitos são vazios sem o conteúdo das sensações, também as sensações são vazias sem o conteúdo dos conceitos. Não é, contudo, possível produzir, num e noutro caso, um conteúdo vivente sem a mediação do arquétipo imaginal no qual sensação e conceito participam.”[xxi]
Onde estava o Real? E o Espírito que o presidia?
Iniciava a viagem e a obra. Descobria as palavras, uma a uma, e, nessa floresta, sempre mágica, elas eram um mistério a desdobrar,
“Sem esta hipótese de uma inteligência secreta, muita coisa ficará por explicar, como, por exemplo, a origem da língua portuguesa.”[xxii]
a abrir em flor:
“Adamastor que constitui uma subtil troca de letras, a cifra do «Adão Astral» da gnose hebraica.”[xxiii]
A poesia era uma ressonância da música divina,
“Não significa isso que queiramos propor uma poesia filosófica, mas temos de dizer uma filosofia poética.”[xxiv]
assim como a pedra talhada por antiquíssimos artífices do seu país, ou da sua floresta, como lhe quisermos chamar.
“O «Manuelino» é a arquitectura da Árvore, porque a matéria do mundo é a madeira.”[xxv]
Homem ancestral, filosofando com a natureza. Retirava-lhe os véus suaves que a cobriam e a camuflavam de uma aparente vulgaridade. Nela e só nela pulsava a sabedoria secreta.
“Montanhas, árvores, rios, pássaros, flores, o céu azul são interiores uns aos outros. As árvores que crescem nas montanhas parecem erguer-se e expandir-se dentro delas como se fossem o seus sistema nervoso; no céu são o próprio céu. Toda a pintura é a forma cromática da vida interna. Tudo esplende no diáfano, no translúcido. São imagens suspensas. Não se vê o espelho onde se reflectem. São em si, sem dependência, suporte ou entrave.”[xxvi]
Sabedoria que os homens haviam interiorizado e esquecido.
“(…) há em nós uma outra memória, uma memória subterrânea para a nossa consciência actual, onde dorme tudo quanto foi, prenhe de tudo quanto é e será.”[xxvii]
Por vezes escutava os murmúrios apaixonados dessa natureza: se os pássaros lhe indicavam o caminho, seguia-os em busca da resposta às suas perguntas.
"Não são as ideias aves resplandecentes de luz que uma vez pousadas na árvore do nosso ser íntimo afastam dele todas as aves nocturnas, tenebrosas, inquietantes como o próprio remorso?”[xxviii]
Não era um olhar supersticioso aquele que lançava às reacções naturais aos seus pensamentos, era antes um olhar profundamente curioso sobre os humores de uma natureza mágica e meiga.
“Não há na natureza a intenção consciente de fazer o mal; a alimentação funciona como um instinto. (…) O homem é o centro da natureza e é, por isso, através dele, que se estabelece a relação dos efeitos naturais com as causas ocultas ou vontades livres que constituem a sobrenatureza. Os efeitos dessa relação propagam-se em círculos concêntricos até à periferia indefinida.”[xxix]
Afinal, Deus agitava as folhas das árvores com uma brisa e Deus estava nas folhas que se deleitavam no seu sopro.
“Quando o vento percorre as árvores, passa pelos seus ramos o sobrenatural.”[xxx]
Para ele, os sinais eram indícios e inícios de uma mensagem maior,
“O leitor comum nunca aceitará a existência de uma pluralidade de sentidos incluídos uns nos outros, - profundidade da profundidade - (...)”[xxxi]
Matutava nesses indícios, de preferência à sombra de uma árvore, fitando a planície esticada no cosmos. Trilhava os trilhos dos animais, que nunca eram somente animais mas motivo para uma conversa interior.
“Na contemplação dum cisne o que nos prende é o silêncio perfeitamente realizado na harmonia sem quebra das linhas do corpo, no suave mover-se a um leve impulso das patas, na conjugação desta serenidade com outra serenidade que é a da água onde desliza e, sobretudo, na sublime curva do seu pescoço em arco.
O cisne é, com a pomba, uma das aves de Vénus.”[xxxii]
E na estalagem, onde repousava nas horas vagas, desenrodilhava redondilhas de Camões, tecendo rendas de entendimento no amor, e perguntava-se:
“Não será de admitir, pelo contrário, a ideia aparentemente infantil, contudo inevitável, de que o poeta iniciado tenha tido acesso, não ao manuscrito, mas os «mundo» onde a ilha existe realmente?”[xxxiii]
Compreendia, na hora do sono, que um sonho podia viver dentro de outro, espelhos reflectindo-se sem fim,
“(…) puseram-me diante de um espelho coberto com um véu. Uma voz atrás de mim, ordenou: «Levanta o véu e vê-te tal e qual és». Vi então, logo que obedeci à ordem, a minha imagem num espelho. Esse era eu tal qual sou, uma imagem apenas, mas misteriosa, próxima e longínqua, como a imagem da lua no fundo de um poço, nocturnamente luminosa.”[xxxiv]
sem perigos de abismos de grandes vazios encerrados na goela do demo.
“O Uno está presente em cada ser distinto, é a norma do seu impulso de luz que não o deixa sucumbir no nada, no vazio, na morte sem regresso.”[xxxv]
Descobria o pensamento por detrás do pensamento:
“É sabido que os caminhos da iniciação se têm apresentado como opostos ao pensar. O neo-orientalismo insiste principalmente sobre a exigência de matar o «mental», como condição prévia da evolução na ordem do ser. Pelo contrário, é à subtileza do sentimento que se confia o segredo dessa evolução.
Quem fala assim ignora o que seja o autêntico pensamento, mas também pouco sabe do subtil sentimento.”[xxxvi]
E elaborava esquemas complexos e cabalistícos nas rochas.
“Não se trata de uma simbólica das letras, como à primeira vista se julgara, análoga à que se poderia construir utilizando, por exemplo, linhas ou cores em vez de letras. Não é uma simbólica, porque os elementos não são figuras sensíveis. (…) são direcções do espírito do Homem, a imanência nele das formas transcendentais que nada simbolizam porque são o que simboliza. Podemos imaginá-las como traços repentinos, como grammai. Os elementos são indivisíveis e invisíveis. Só o visível simboliza.”[xxxvii]
Gravava essas analogias com um rude xisto e, assim, ia deixando para a posteridade uma História da Arte diferente daquela com que nos cruzamos nos livros. Aquela do homem paralelo, sem macacos condicionando o caminho e empecilhando os movimentos, danças e vôos do pensamento. As pedras que descobria, descobria-as já escritas numa linguagem cifrada, acenando com sentidos vários, simbolizando e sintonizadas com as constelações, sinalizando rotas de saída no labirinto das estrelas.
“Mas há também outras espécies de mapas a que de boa mente se deve dar o nome de cartas transcendentais. (…) Ora, parece que é possível viajar por outras terras, mares e sob outros céus, se deste mundo em que nos movemos a custo nos soubermos alhear para contemplar em espírito e verdade.”[xxxviii]
A mística acontecia quando os mundos paralelos se tocavam, não como acto prepotente do homem, antes pelos seu estado de graça. A filosofia acontecia quando esses mundos se tornavam ainda mais conscientes no próprio ser e se lhe acrescentavam palavras florindo sobre o mistério da imagem.
“A luz que elumina Erân-vêj não vem do exterior, de um foco luminoso -- sol, lua ou lâmpada -- foco exterior ao objecto iluminado. Vem do objecto que é iluminado.”[xxxix]
Ele era um caçador ocidental, em vez de saltar de ilusão em ilusão até um possível vazio-cheio, saltava de conclusão em conclusão, de fins de ciclo perpétuos até um possível cheio-cheio que o aguardava.
“As várias fases da formação do corpo subtil pela morte iniciática nascida do espanto obedecem a uma Ordem: primeiramente, eclosão de novos sentidos, depois emergência ou activação do centro emocional nas cinzas dos sentimentos para sempre mortos. Por fim formação da inteligência iluminante, pela qual sentir e pensar são indistintos.”[xl]
Ciclos sucedendo-se no tempo, elipses dos planetas em vertigem, verdades tragadas e absorvidas, acumulações de imagens-mensagens, tudo penas e penas que foi ganhando até ser ave e discipulo do céu, até ser árvore e ancião ele próprio, iniciando outros em liberdade.
∞
Quem for a essa floresta ficou, desta forma, a saber que o despertar está para breve.
“Todavia, os jovens, cada vez mais desiludidos com as sólidas convicções dos adultos -- de esquerda, do centro ou de direita --, começaram já a procurar noutra direcção -- a direcção apontada por Camões -- alterar de raiz «o confuso regimento do mundo». O veneno já corre nas veias de milhares de humanos. Aqueles que foram tocados pelo alto e profundo amor e esperam activamente a luz que há-se cintilar no nevoeiro já sentem como um dikr o ritmo oceânico do verso camoneano.”[xli]
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Todas as citações foram retiradas dos seguintes livros de António Telmo:
[i] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões - Prólogo
[ii] Filosofia e Kabbalah – Pág. 119
[iii] Filosofia e Kabbalah – Pág. 121
[iv] Filosofia e Kabbalah – Pág. 18
[v] Filosofia e Kabbalah – Pág. 21
[vi] Filosofia e Kabbalah – Pág. 149
[vii] Gramática Secreta da Língua Portugesa – Pág. 66
[viii] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 44
[ix] Filosofia e Kabbalah – Pág. 121
[x] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões - Prólogo
[xi] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 44
[xii] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 21
[xiii] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 42
[xiv] Filosofia e Kabbalah – Pág. 121
[xv] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 32
[xvi] Contos Secretos – Pág. 112
[xvii] Congeminações de um neopitagórico – Pág. 76
[xviii] Filosofia e Kabbalah – Pág. 126
[xix] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 45
[xx] Contos Secretos – Pág. 101
[xxi] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 49
[xxii] Filosofia e Kabbalah – Pág. 44
[xxiii] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões - Prólogo
[xxiv] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 113
[xxv] Filosofia e Kabbalah – Pág. 23
[xxvi] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 27
[xxvii] Filosofia e Kabbalah – Pág. 140
[xxviii] Congeminações de um Neopitagórico – Pág. 146
[xxix] Filosofia e Kabbalah – Pág. 27
[xxx] Congeminações de um Neopitagórico – Pág. 129
[xxxi] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões - Prólogo
[xxxii] Congeminações de um Neopitagórico – Pág. 149
[xxxiii] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 21
[xxxiv] Congeminações de um Neopitagórico – Pág. 73
[xxxv] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 48
[xxxvi] Filosofia e Kabbalah – Pág. 123
[xxxvii] Filosofia e Kabbalah – Pág. 64
[xxxviii] Viagem a Granada – Pág. 236
[xxxix] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 24
[xl] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 45
[xli] Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões – Pág. 48
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